Leitora, graças a minha mãe

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Quando criança gostava muito de cadernos e canetas. Lembro que ainda não sabia formar palavras, mesmo pegando no lápis e fazendo vários traços, riscos, curvas e pontilhados, acreditava que aqueles símbolos era a minha escrita, as minhas historinhas eternizadas num pedaço frio de papel. Às vezes, pedia a algum adulto para ajudar com a árdua tarefa de formar letras e palavras. Era cada sorriso melhor do que o outro ao receber um elogio por estar conseguindo formar as letras.

Na escola não lembro se fui boa aluna, lembro que era agitada, assim como são as crianças. Recebi muito incentivo a leitura em casa, minha avó é professora aposentada e minha mãe sempre trabalhou com educação infantil, foi fácil fazer com que eu interagisse com a escrita, tendo ajudado com o meu gosto pela leitura. Além dos livros infantis, gostava de ler gibis, Turma da Mônica também, mas o que mais tinha em casa era Luluzinha, Tio Patinhas, Mickey e sua turma, Zé Carioca e alguns outros de super-heróis que fizeram sucesso, herança herdada do meu pai. Ainda tenho alguns gibis guardados – com muito carinho. <3

Mesmo minha família tendo ajudado muito, aprendi desde cedo que era preciso estudar em casa e que esse hábito fazia a diferença em sala de aula. Algumas pessoas se assustam quando digo que gosto de estudar e não estou mentindo, é maravilhoso aprender e ficar informado, saber como ‘as cosias’ funcionam, o mais espetacular é que ninguém rouba conhecimento – só passa e ajuda o próximo.

Cresci, terminei o ensino médio e agora sou vestibulanda de Medicina – por pouco tempo, assim espero – tanto mudou durante esses anos, mas o meu amor pela escrita só aumenta. Comecei como forma de desabafo em plena pré-adolescência e hoje é a minha melhor saída da realidade, pois eu crio mundos, pessoas, paisagens e toda uma estrutura social que pode ser do jeito que eu quiser. 


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