[Resenha] O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

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Autor: F. Scott Fitzgerald

Editora: L&pm pocket

Páginas: 162

Nota: 5/5

O Sr. Carraway, acaba de mudar-se para o leste, com o intuito de conquistar maior destaque em sua carreira. Consegue um trabalho na bolsa e um aluguel barato em West Egg, numa casa perto da praia, por apenas 80 doláres e ainda dividiria com um colega de serviço, este é transferido e Nick tem que arcar com o aluguel sozinho, mas não reclama, àlias, 80 doláres por uma casa perto do mar e cercada por mansões é uma pechincha.

Sua casa alugada é cercada por mansões requintadas, que faz com que seu sobradinho alugado pareça um casebre sem graça. A ilha de Long Island, perto da cidade de Nova York.


“Foi simplesmente obra do acaso que eu tivesse alugado uma casa em uma das comunidades mais estranhas da América do Norte. Ficava naquela ilha estreita e barulhenta que se localiza justamente a leste de Nova York ... e na qual existem, entre outras curiosidades da natureza, duas formações geológicas bastante incomuns.” Página 6


O vizinho de Nick se chama Gatsby, ele concede festas glamorosas, repleta de celebridades, jovens ricos e também intrusos, mas não importa, a casa de Gatsby acolhe a todos.

Ao se mudar, Nick, lembra-se que sua prima Daisy e seu marido Tom, estão morando do outro lado do estreito, estiveram viajando por algum tempo até decidirem firmar moradia em Long Island.

Durante a faculdade Tom e Nick estudaram juntos. Tom é de uma família rica e influente, um rapaz novo e sem muitas preocupações com a vida.

Em sua primeira visita a casa da prima Daisy, ao chegar na sala se depara com ela e uma jovem, ambas deitadas imóveis no sofá, por causa do calor excessivo que fazia naquela tarde, a outra jovem chama Jordan Barker, uma hipista.

Gatsby e Nick começam a estreitar os laços, o primeiro começa a participar de suas glamorosas festas, mas percebe que no final tudo soa tão artificial. A começar pelo fato de que ninguém sabe de onde surgiu Gatsby, seu passado é um mistério e várias teorias são feitas, como a de que ele matou um homem. Verdade ou não, Nick acredita que Gatsby seja um bom homem.

Um dia seu vizinho o pede um favor, convidar Daisy para ir a sua casa e se encontrar com ela. No começo Nick não entende o pedido, mas descobre que Daisy e  Gatsby já se conheciam e agora o segundo tenta uma reaproximação frustrada.

O Grande Gatsby é sem dúvidas um clássico da literatura norte-americana, fiquei tanto tempo enrolando para ler, até que por causa do lançamento do filme, decidi correr e não adiar mais essa leitura que finalmente saiu da minha lista de livros para ler.

O livro é escrito pelo ponto de vista de Carraway, ele tenta ter uma visão sem julgamentos precipitados, por causa de uma frase que seu pai lhe falou e que pode justificar sua neutralidade.

“Quando eu era mais jovem e mais vulnerável, meu pai me deu um conselho que muitras vezes volta à minha mente.


- Sempre que tiver vontade de criticar alguém – recomendou-me -, lembre primeiro que nem todas as pessoas do mundo tiveram as mesmas vantagens que você teve.”  Página 3.


A escrita de Fitzgerald é muito fluida, a narrativa é desenrolada de forma clara e a grande sacada mesmo é o jeito de escrever do autor que soube construir frases um tanto poéticas.

É um livro que ao terminar de ler te faz refletir muito sobre a história, não fiquei triste com o final, mas senti raiva, angústia e muita injustiça.


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