Fico sem graça quando ... e as situações constrangedoras da vida

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          Às vezes passo por situações onde meu maior desejo é cavar um túnel direto para a China. No entanto, seria mais interessante ter uma capa da invisibilidade guardada na bolsa, exclusiva para situações constrangedoras. Caro leitor, se tiver mais alguma indicação de fugas rápidas, entre em contato pelo meu e-mail que deixarei no final.
Esclarecido possíveis métodos de fuga posso, finalmente, contar algumas situações que passei recentemente. São apenas exemplos do que fico incomodada de vez em quando, é claro, isso depende de como a situação se desenrola. Gostaria de lembrar que são situações reais e você provavelmente já passou por algo assim.  

Quando ligo para alguém e não sei o que falar.


 Faz alguns dias que isso aconteceu. Cheguei do trabalho e estava exausta e o que mais queria era cochilar um pouco mesmo que fosse no sofá. Ao contrário, liguei a TV e decidi fazer uma busca rápida para escolher qual serviço de entrega pediria naquela noite, no final, optei por pizza.
Disquei o número e quando a pessoa do outro lado da linha disse “Pizzaria da Esquina, Pedro, no que posso ajudar?”. Isso mesmo. TRA-VEI. A voz do rapaz do outro lado da linha pareceu familiar e ainda por cima é o nome de uma paixonite de adolescência, eu sei meio ridículo para uma pessoa já adulta. Freud explica essa pra mim, por favor.


Quando fazem elogios. 


Como reagir a um elogio? Por não saber reagir posso facilmente ser confundida como esnobe. Obrigada, para você também. Melhor passarmos para o próximo item.

Quando falo algo estranho. 

 Dizer uma frase épica que na minha cabeça parecia sensacional mas quando dita, saiu o oposto. Esse item se enquadra perfeitamente em filosofia de bar quando depois de vários copos de cerveja no limite da sobriedade e no calor do momento digo algo nada a ver com a ocasião. Tudo bem que a expressão dos amigos se entreolhando sem entender o que disse acaba sendo rotineira.

Quando chego num lugar que conheço ninguém

Semana passada fui convidada por uma amiga para ir ao aniversário de dois anos de sua afilhada. Topei o convite depois de ela dizer tantas vezes que o pessoal era “super gente boa”. Chegamos ao local da festa e o salão estava lotado. Notei que minha amiga estava se arrastando no meio de mesas e cadeiras, vez ou outra cumprimentando algumas pessoas com beijos e abraços, e eu ao lado sorrindo simpaticamente e dizendo meu nome seguido por um prazer em te conhecer. Algumas vezes desejei ter ficado em casa curtindo minha assinatura do Netflix e comendo uma bela pizza. Mas tirando o constrangimento comum dessa situação, o aniversário foi maravilhoso e peguei vários docinhos.

         Quero aproveitar o assunto e contar uma novidade. Você se lembra do Pedro Paulo, o garoto da pizzaria? Naquele dia ele veio pessoalmente entregar a pizza. Disse pelo tom da minha voz que precisava conversar com alguém. O assunto rendeu. Peguei seu número de telefone e começamos a trocar mensagens nas redes sociais. Hoje mais cedo ele ligou, perguntou se queria ir ao cinema. Aceitei o pedido, mas essa não é a primeira vez que vamos saímos. Depois conto mais detalhes. 

Fiquem sabendo que nem todas as situações constrangedoras terminam mal. Agora preciso ir arrumar para o meu encontro, sou enrolada para isso. Além do mais, a bateria do meu notebook esta acabando.
Como prometido o meu e-mail é ...


Se trata de um texto fictício. Os fatos, lugares e pessoas são fictícios, e qualquer semelhança com a realidade da autora é mera coincidência.


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